Eu me apaixonei pela mão.
Não foi pelo olhar encantador, a boca macia, a fala rouca e tranqüila.
Foi pela mão.
Que desde a primeira vez que senti
Quis que ela morasse aqui.
Não era grande nem miúda. Era do meu tamanho certo.
E sabe qual é a melhor coisa de se apaixonar pela mão?
Tem uma outra de reserva.
Duas semelhantes e completamente opostas.
Que quando me tocam, eu não consigo
segurar um gemido, um sentido
contido.
A mão mexeu comigo.
Me deixou sem rumo e sem dedos pra te conquistar.
Pra te segurar.
Ela cansou do mesmo lugar.
E me largou, delicada,
desenhando um adeus
no ar.
2 Novembro, 2009 às 3:22 am |
Como é triste esse adeus. Eu bem sei.
3 Novembro, 2009 às 12:39 am |
Seria mais fácil se não fosse trágico..
3 Novembro, 2009 às 11:27 am |
Adoro suas poesias.
15 Novembro, 2009 às 11:46 pm |
Já senti o peso de uma mão dessas…
…
Sinto saudade de seus textos.
17 Novembro, 2009 às 3:55 am |
uma mão lava a outra…e outra…e ou…tra!
23 Novembro, 2009 às 12:34 am |
Nossa! Adorei a poesia… Que lindo…
Simples. Sensível. Romântica… E triste. Tudo ao mesmo tempo!
Quem nunca se sentiu assim?
As coisas que vc escreve são muito inteligentes!
Tá de parabéns!
bjs, Cris