- Alô? É da policia?
- Pois não, senhora.
- Queria registrar uma queixa.
- Pode prosseguir.
- Roubaram meu coração.
- Como? A senhora pode repetir?
- Meu coração foi roubado há pouco mais de um mês, mas só agora me dei conta.
- Isso é uma piada?
- Não, é a coisa mais séria que já aconteceu comigo.
- Desculpe senhora, eu tenho mais o que fazer.
- Não, por favor. Registre a queixa.
- Isso é um absurdo, eu não…
- Por favor. É grave. O nome dela é Juli.
- Nome dela?
- Sim. Ela. Foi uma mulher quem roubou. E não quer devolver. Agora ela fugiu, tem que mandar prender.
- Eu sinto muito, mas não posso te atender.
- Eu imploro. Faça a busca. Juli de Souza Castelo. Se você a encontrar, pode prender, mas sem machucar. Peça pra ela devolver meu coração. Que sem ele, não to vivendo não.
6 junho, 2010 às 7:27 am |
preciso fazer uma queixa dessas…
15 junho, 2010 às 1:49 am |
ja fui assaltada algumas vezes na vida e confesso que adoro!
21 junho, 2010 às 1:08 am |
Muito bonitinho…
Esses ”assaltos” são necessarios alguns mais dolorosos e outros fantastiscos..
30 junho, 2010 às 7:35 pm |
Que declaração….rs…É bom quando vem assim de assalto, mas é incrivel quando a coisa toda se dá de maneira leve e doce, sem pedido de resgate.
16 julho, 2010 às 4:58 am |
hauhauahuaha que bunitinho… ou não. E aí, qual o final da história? Ela continua sem o coração, ou recupera o coração e fica sem a moça, ou consegue os 2 de volta?