Archive for the ‘girls’ Category

a.n.j.a.

23 agosto, 2010

Gostei do seu beijo calmo.

Na verdade pensei que você fosse me pegar de jeito, empurrar, me jogar na parede sem hesitar.

Que fosse abrir a boca um tanto quanto muito querendo engolir a minha, enquanto tua mão seguisse sem parada pelo meu corpo.

Porque é assim que mostram pra gente na TV, no cinema, na janela indiscreta do vizinho, que é bom.

Mas bom mesmo foi o teu beijo calmo.

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virge!

22 abril, 2010

Graças a Deus fui criada católica. Para não cometer o pecado da cobiça. Minha nossa, que mulher bonita. Essa da minha amiga. Próxima. Mas olha, mulher de amiga minha pra mim é homem. Não se come. Nem com os olhos. Ou com a mão. Não. No máximo no canto do olho uma espiadela. Só pra não dizerem que passou a mim imperceptível mulher tão bela.

re-velada

16 abril, 2010

Gosto de um feminino por trás do masculino.
Essa confusão de gêneros
e trejeitos perceptíveis
só para quem aprecia
observar.
Por trás de botões
um colo velado.
Bonito, restrito
só para quem ousa
desvendar.

Embaixo da cintura
uma delicadeza
protegida, pecável
guardada pra mim.

caraleo

30 março, 2010

Cara eu quero ser sua amiga
Cara eu não quero beijo não
Cara vamos pra um boteco
Beber, falar palavrão.

Cara eu te dou carona
Mas vê se afasta essa sua mão
Cara vamos viajar
Rio de Janeiro, Curitiba, de avião

Cara eu vou te falar
Não cutuque o meu coração
Cara vou te confessar
Não sou de oferecer ilusão.

Minha cara
Eu peço perdão,
Mas eu não quero
o seu beijo não.

e aqui, tbém um outro texto sobre o mesmo assunto. antigos os dois. mas como tava a um tempinho sem postar nada, resolvi ressuscitar.

telepatia

8 fevereiro, 2010

Sei que quando eu checar emails
Sua mensagem vai estar lá
abrindo minha caixa postal com um sorriso, um olá, uma tese ou letra de música.
Vai estar lá.
Me chamando pra um café, um cinema ou pra sua cama.
E eu vou responder como se surpreendida.
Como se eu quisesse menos do que queria
Como se eu não tivesse feito
telepatia.

degustando

4 dezembro, 2009

um Mix de coisas

19 novembro, 2009

sei que está em cima da hora, mas…

nesta 5a feira, dia 19, acontece mais um “girls on film” dentro do Festival Mix Brasil (SP) a partir das 19h no espaço unibanco (flyer abaixo).
além de filminhos temáticos, o projeto reúne Djs também temáticas para dar um climinha no hall do cinema.

então, neste cenário uterino e léssssbico (ai que nojo! rs) eu estarei a partir das 19h30 discotecando musiquinhas por lá.

FILMES TEMÁTICOS, MUSIQUINHAS FOFAS E MENINAS! O QUE MAIS VOCÊ QUER DESSA VÉSPERA DE FERIADO? HEIN? HEIN?

e ainda no Mix, no domingo, dia 22, às 15h30 no cinesesc tem a exibição de curtas do projeto* “fucking different SP”. Um dos curtas, uma animação pequenina chamada “um olhar” tem texto meu e direção de Joana Galvão.

voilá! vamolá!

bjs,

claudia
http://pretensa.wordpress.com
https://sapacity.wordpress.com

*no projeto “Fucking Different”, idealizado pelo cineasta alemão Kristian Petersen, diretoras lésbicas são convidadas para fazer filmes sobre os gays e vice-versa. foi a 1a vez que o projeto veio pra sp e os curtas ficaram bem interessantes! vale a pena conferir!

em baixo e bom tom

17 novembro, 2009

uma palavra no ouvido.
ela emudeceu.
umideceu.
e subiu o vestido.

 

vendem-se lésbicas

10 outubro, 2009

ok, o título do post pode sugerir outra coisa, outro assunto para outro post…

esse aqui é só uma análise profunda de alguns anúncios lésbicos que andei vendo por aí. não vai ter foto das globais da arezzo pq esse assunto já é passado, neam? então tá.

lesad1

LEGENDA:
morena: ‘oi gatam, tá calor hoje aqui na neve, né?
loira: é. por isso resolvi abrir uma skyy. vamos tomar umas?
morena: opa! vamos tomar onde mesmo? hahaha…
loira: não entendi.
morena: xá pra lá, lôra. me diz só uma coisa – isso tudo aí é silicone, nénão?
loira: só te digo depois de beber umas 6 dessas.

 

bolsa2

LEGENDA:
– essa bolsa é minha
– não, essa bolsa é minha, mas eu deixo você usar. Se você conseguir, né?
– como assim?
– sabe, a bolsa é grande, seus ossos vão doer. Depois não vem reclamar, tá?
– invejosa! Por que você não vai se olhar no espelho antes de falar de mim?

 

bonita

sorridente: ‘nossa! como você tá bonita hoje! um pouco azul, mas bonita.’
bonita: ‘gostou, princesa? então vem comigo que vou te levar no meu novo ford rumo ao paraíso.’
sorridente: ‘mesmo sendo o capeta, né? hehe.. brincadeirinha.’

 

pé2

– você tá feliz comigo, amor?
– ah sei lá, não sei… acho que não. você quer mesmo ter uma D.R. agora?
– quero sim, olha pra mim, pro meu pé.  sou sapatão.

 

santropeito

“Proteja-se de doenças sexualmente transmissíveis. Use luvas Knog.”

 

depilar

– mozinho, eu não acredito que você esqueceu a gilette! Poxa vida, juntei 8 salários para passarmos o fim de semana nesse hotel e você nem pra se depilar, porra?
– calma mozão, é só fechar os olhos e apagar a luz.

Uma viagem lésbica passada em algum canto da bucólica Sapacity

27 agosto, 2009

Dora era colecionadora de beijos.
Gostava de experimentar gostos e texturas variadas.
Tinha uma memória labial incrível –
era capaz de lembrar de cada boca beijada.

Assim vivia a vida de seus 20 e poucos com alegria.
Nunca tinha se apaixonado, e nem queria.
O negócio era sair beijando
e andando.

Até que um dia Dora conheceu Nina,
uma menina das redondezas.
Beijou.
Gostou.
Mas no dia seguinte descobriu que a beijada tinha sapinho na boca
e brigou.
Foi com a menina tirar satisfação,
e aprontou confusão.
Como poderia sustentar a fama de beijoqueira com a boca de sapinho?
Teria que ficar em reclusão.

De tanta raiva, ia todo dia
discutir com Nina, tadinha.
Até que foi conhecendo, se aproximando,
e pimba! Se apaixonando.
Mas daí a menina já tinha se curado e conseguido uma namorada, a Ada.
Danada.
Que não deixou por menos e foi dando paulada.
em Dora
que todo mundo adora,
e cujo coração
não aprendeu lição.
Todo dia ela ia
ter com Nina
uma conversinha.
Boba.
Que virou flerte.
Que virou trio.
Triângulo amoroso.
Não muito gostoso
quando Ada descobriu.
‘- Sai daqui, beijoqueira safada,
a Nina não quer mais nada.
Fique afastada, senão vou te dar porrada!’
Dora saiu de mansinho.
Boca apertada, engolindo a seco
Palavras tão duras, repetidas baixinho.

Mas Dora tinha o poder do beijo,
uma ponte para o perdão.
E lá foi ela então.

Ada não queria saber de palavra,
iria perdoar sim.
Só se Dora lhe beijasse.
A boca
e não a face.
Dora recusou.
Ada surtou.
Nina escondida,
se revelou.
E seu namoro com Ada
ali acabou.
 
Nina saiu feliz batendo sola
enlaçou seu braço em Dora
e aqui termina a história.

rapidinhas

19 agosto, 2009

to meio sem tempo – há um tempo – de escrever textos maiores.
então seguem uns minicontos temáticos:

BODAS DE PRATA
uma fumou um maço de skank.
a outra bebeu a adega da casa.
Foi uma uivante noite de sexo, depois de quase 1 ano.

Pena que elas não se lembram.

 

CIÚMES
– Hoje o Bob não vai participar.
– Por que, amor?
– Sinto que ele está penetrando mais em nossas vidas do que deveria.

 

FORMADORA DE OPINIÃO
Não tenho o menor interesse em saber o que dizem as más línguas.
Tenho vontade de sugá-las.
Até que digam o contrário.

atenção nas curvas

23 abril, 2009

sabe essa curva que se forma
onde a orelha termina
e começa o ombro?
essa tua foi feita
pra encaixar o meu rosto.
pra repousar os meus lábios
no teu pescoço.

Rebu

10 março, 2009

– Quem é aquela?

– É a Fernanda, ex da Manu, lembra?

– Qual Manu?

– A que namora a Carla.

– Mas a Carla não namora a Bia?

– Não, elas terminaram.

– Jura? Não sabia.

– É menina, a Bia terminou com a Carla pra ficar com a Bruna. E agora a Carla está com a Manu.

– Ahn…entendi. Gente, mas é que essa Fernanda não me é estranha… ela também já não ficou com a Carla?

– Ficou, mas faz tempo. Foi na mesma época em que a Carla namorava a Tati.

– Qual Tati?

 

– A sua namorada.

 

*** 

Moral da história: ‘já que sois lésbica, rebuceteie e goze’

me dá uma mãozinha

17 agosto, 2008

nota: esse miniconto foi escrito há um tempão de anos e estava guardado em uma daquelas pastas esquecidas de computador . é bem besta (pq a gente sempre tende a achar que os escritos do passado são bestas), mas como não tenho nada em mente para publicar… compartilho:

ME DÁ UMA MÃOZINHA?

 – Oi!
– E aí, tudo bem?
– Tudo. Você disse que precisava de ajuda; eu vim o mais rápido que pude.
– Poxa, obrigada! É, na verdade, preciso sim, mas não era nada tão urgente…
– Bom, agora eu já tô aqui. Pode falar.
– Então, eu fiz uma promessa…
– Jura? Pra quê?
– Se eu falar antes de acontecer pode não dar certo.
– Tá… e qual o sacrifício da promessa?
– E eu tenho que ficar 3 meses sem me masturbar.
– Caramba! 3 meses? Enlouqueceu? E o que vc vai fazer até lá?
– Então… é aí que vc entra.
– Ah…
– Entendeu?
– Acho que sim. Mas você não estaria trapaceando a própria promessa?
– Não. Só não vale eu comigo mesma.
– Bom, eu já tô aqui mesmo, né? Então tá.
 

*******************

– E aí, foi melhor do que você com você mesma?
– Nóóó…
– Que bom! E vc não vai me contar mesmo qual foi a promessa?
– Bom, acho que agora eu já posso.

Churrasqueiras

22 fevereiro, 2008

Sentadas em roda, misturam gestos e latinhas sobre a mesa.

Sem intenção, um grelo salta na conversa.

Risos abafam o caso.

Uma exercita o bíceps na folga de um diálogo.
Outra acende o cigarro.
A cabeça raspada faz não,
Quando a morena de regata pede perdão.

A artista ajeita o boné do brechó paulista.

A baladeira limpa o óclão.

A bêbada deixa cair o carão.

Gargalhadas se trombam, de fato.

Excomungam o falo.

Uma voz vem do além da grelha:
“Quem quer linguicinhaaaaa? Acabou de sair!”
 

Uma sentencia: ‘Ai cara, não dá! Já tentei, mas não rolou.’

A segunda: ‘Sei…pêlos.’

A terceira: ‘É pele, né?’

A primeira encerra: ‘Não gente. É pinto mesmo!’ 

“Atenção vegês: tá saindo pepino e cenoura” 

‘Gata, passa o vinagrete?

‘Nossa, essa caipirinha tá muito gostosa!’

‘Quem?’

‘Sua namorada!’

Risadas mais agudas agora saltam, desmascarando vozeirões.

As pilhas de alumínio crescem e tomam volume em sacos plásticos separados.
A bola de futebol se mexe vez ou outra, dependendo do ânimo de quem ao lado dela passa.
O som aumenta na caixa preta, na medida em que a noite se aproxima e que a vodka evapora da garrafa transparente.

A mesa redonda continua num papo rodado sobre casos recentes de afeto e relações íntimas com suas iguais.

“Pessoal, a picanha acabou. Agora só tem chuleta. Alguém quer?”
O coro se pronuncia:
“Não. Dispenso. Tô satisfeira. Não, obrigada.”
“Chuleta? Quem sabe mais tarde!”
 

daniela

29 janeiro, 2008

Guardava de cabeça os meninos com quem tinha ficado na adolescência.
Adorava contar e falar em voz alta seus nomes no chuveiro.
Gustavo, Rogério, Bruno, Fernando…

Chegou uma idade que já não cabia mais nos dedos do corpo a quantidade de moços beijados. Mas sempre lembrava do nome de cada um,  e fazia questão de não anotar em lista, nem de espalhar por aí.

Era seu segredo prazeroso, compartilhado apenas com os azulejos amarelos do box.

Até que um dia a memória apagou. Quando uma menina – a primeira – a beijou.