Archive for the ‘Uncategorized’ Category

rapidinha

21 março, 2011

foi com seus grandes lábios que ela me beijou.

dedos

8 outubro, 2010

ela tocava
me tocava.
tão fundo
tão suave
tão com vontade
num ritmo seguro.

ela tocava
me tocava.
tão dona de si
braços fortes
olhar atento
tão dono de mim.

ela tocava
me tocava
quando no meio de suas pernas
um violoncelo.

loveshots!

12 maio, 2010

shots!

7 maio, 2010

ano passado fiz alguns imãs de geladeira sob ‘encomenda’. na verdade me pediram tema de ‘amor’. mas me empolguei e resolvi fazer vários temas, assim intitulados: dykeshots, loveshots, sexshots, roommateshots. São séries de 5 imãs, 5 frases, 5 shots pra vc tomar antes de abrir a geladeira. 😉

vou postar todos aqui todos que fiz pra vcs conhecerem. pelo momento, DYKESHOTS:

jesuis maria josefa

14 março, 2010

só tomem cuidado para não babarem demais e estragar o teclado. rs

desejos

22 dezembro, 2009

e assim, Sapacity se despede de 2009,  e volta sabe lá quando em Janeiro/Fevereiro.

aproveitem o natal e reveillon, aquela alegria toda, calor humano, aquela simpatia de pessoas estranhas, muito suor e cerveja e se jogue nos braços da primeira gata que te desejar feliz ano novo! 😛

Triste poesia à mão

1 novembro, 2009

Eu me apaixonei pela mão.
Não foi pelo olhar encantador, a boca macia, a fala rouca e tranqüila.
Foi pela mão.
Que desde a primeira vez que senti
Quis que ela morasse aqui.
Não era grande nem miúda. Era do meu tamanho certo.
E sabe qual é a melhor coisa de se apaixonar pela mão?
Tem uma outra de reserva.
Duas semelhantes e completamente opostas.
Que quando me tocam, eu não consigo
segurar um gemido, um sentido
contido.

A mão mexeu comigo.

Me deixou sem rumo e sem dedos pra te conquistar.
Pra te segurar.
Ela cansou do mesmo lugar.
E me largou, delicada,
desenhando um adeus
no ar.

ui

18 setembro, 2009

você foi embora.
na minha mão ficou um cheiro seu
que agora me toca bem fundo
até misturar com o meu.

(até na siririca tem poesia, minha gente! rsrs)

no salão

2 agosto, 2009

– O que vai querer? Luxúria?
– Não, não curto muito. Prefiro Paixão.
– Ih menina, tá em falta. Volúpia? É parecido…
– Volúpia não me cai bem.
– Deixe Beijar então?
– Sim! Só a mão, por favor. O pé não.

a festa prometida

3 abril, 2009
.
Oração da semana, santa!
Santa Fufas do meu bem querer
Escutai as minhas preces
antes que se inicie outra semana, Santa!
Faça cair em minha agenda uma festa incrível
repleta de meninas lindas e faceiras
meninos fofos, e qualquer outra espécie de gente animada.
Dai o prazer de me acabar na pista de dança
E sair de qualquer tipo de abstinência que o Destino colocou no meu caminho,
aquele safado.
E que o paraíso esteja ao meu alcance.
Assim como um copo de cerveja, vodka ou uísque, não necessariamente tudo junto, nessa ordem.
Faça essa caridade, Santa.
Que eu triunfarei, você vai ver.
E que meus pensamentos pecaminosos
se concretizem.
E findo, peço que me guie somente onde a luz me favorecer.
E assim seja.

 
 
::LAS FUFAS e os ursos::

Dia 4 de Abril, amanhã!

 

flyer_las_fufas_04_2009
informações: http://lasfufas.blogspot.com

Sapatongue´s Adventures

27 março, 2009

OBS: se você nunca leu alguma das aventuras de Sapatongue, clique aqui, para compreender a saga desta invejável heroína.

Sapatongue estava cansada de não fazer nada.
Essas férias superprolongadas com ausência de aventuras trouxe-lhe à tona uma palavra de arrepiar a periquita: atrofiação.
Pior do que a imagem de um sapo virando príncipe, era a sua língua de sapa ficando miúda.
Mas tudo era fruto da imaginação perturbada de uma lésbica sem rumo. E então já que ainda perambulava pelo velho continente, pegou uma daquelas passagens de EU2,99 e se mandou para Londres. Inglês é o básico e ia ser mole, mole e úmido aprender a língua.

Aterrizando na ilha gelada cheia de rainhas duvidosas, curry nas esquinas e bêbados se equilibrando, ela ficou encantada com tanta gente sortida: altas, ruivas, negras, gordinhas, peitudas, pequenas, modeletes, brecholentas, donas de casa. Era um mundo de possibilidades.

Nossa heroína usou de seu charme para descobrir onde era o lugar certo para se jogar de cabeça, literalmente. Não foi difícil, uma vez que resolveu juntar as duas únicas palavras em inglês que sabia: ‘pussy’ e ‘bar’. E foi perguntando para a mulherada na rua: “pussy? bar?. “pussy? bar?”. As 3 primeiras ouvintes saíram correndo, quase xingando. Mas a 4ª foi simpática, captou a mensagem e passou o endereço de um bar cheio de pussys.

E lá foi ela ao Candy Bar, no famoso bairro gay da metróple. Numa rápida metralhada, seu olhar captou, dentre tantas dykes indefinidas, uma moça, sozinha, bebendo, no balcão. Tava fácil. Se aproximou com um sorriso, e sentou seu olhar infalível ao lado da jovem. Pediu uma pint. Virou em menos de 30 segundos. Estava sedenta, nossa heroína. A garota achou bizarro. Depois engraçado. E por fim, bateu palmas. Sapatongue pegou em sua mão e a conduziu para o que chamam lá de ‘ladies room’. Na verdade, ela foi fazer a linha banheirão mesmo! Não ia agüentar pegar nenhum subway (por mais pontual que fosse), ônibus vermelho ou táxi preto para chegar em um lugar mais privado. Estava babando de vontade.

Jogou a menina contra a parede sem mesmo perguntar sua graça, e logo a despiu de roupas e pudores. Não gastou nem 1 minuto com beijos na boca e outras carícias – foi descendo, tateando linguamente até chegar no alvo certeiro. ‘Pronto, já era’, pensou, ‘vou sair daqui cantando a discografia completa dos Beatles depois dessa entrada triunfal’. Enquanto trabalhava seu órgão muscular, a presa, já quase incrustada na parede, ia cada vez mais gemendo e soltando palavras sacanas e desconexas, que por sinal, eram super compreensíveis à nossa heroína. Ela estava amando aquilo: conseguia entender o que a menina falava, e mal tinha começado seu prazeroso exercício. Então, se empolgou bestamente e não parou nem quando foram bater à porta do banheiro. Não parou, não parou, não parou até que… viu fog de arco-íris. A moça caiu desmantelada em seus braços ali, naquele chão sujinho. Sapatongue, mesmo com a língua frouxa, quis bater papo:

Pussy… – era a única palavra que vinha à sua cabeça

A moça sorriu.

What’s your name crazy girl?

Sapatongue fez cara de espanto.

Oi? Num entendi…
Não acreditooo! Você também é brasileira? Que ótimo!
– Como assim? Eu pensei que fosse gringa!
– Não, eu moro em Londres, mas sou brasileira.
– Putz… (pausa). Pelo menos você tá por dentro do novo acordo ortográfico da língua portuguesa?
– Novo… quê?

E lá se foi nossa heroína, meio cabisbaixa, sem aprender inglês, sem ao menos se atualizar no português, mas feliz de ter colocado seu precioso ‘bem’ em prática novamente.

*****   *****  *****

Confira aqui as outras Aventuras de Sapatongue:

Sapatongue na Holanda
Sapatongue na França
Sapatongue na Itália

musa do carnaval

19 fevereiro, 2009

a minha musa do carnaval
não tem samba no pé.
e talvez nem saiba o que é axé

a minha musa do carnaval
é bem estrangeira
loira, de primeira.

a minha musa do carnaval
me deixa feliz,
no silêncio de um nascer do sol
ou no meio do grito de um puxador

a minha musa do carnaval
me deixa com água na boca
só de olhar para ela.

a minha musa do carnaval é verde por fora.
e por dentro, amarela.

a minha musa do carnaval é a Stella:

stella_artois

 

E que todas tenham um carnaval bem ébrio e feliz!

 

(se beber, não dirija – vá de carona com a gata!)

enquanto é tempo

10 janeiro, 2009

– Que isso agora, minha filha? Depois dos trinta dizer que namora a melhor amiga?!  O que você tem na cabeça?

– Alguns fios de cabelo branco, mãe.

 

ilha da fantasia da mamãe noel

18 dezembro, 2008

 

bom, por conta do espírito natalino, e atendendo à pedidos, vou dar à vcs a oportunidade única de aterrizar na ilha da fantasia da mamãe-noel. Sim, é Sapacity presenteando suas cidadãs! Nada de coro de natal, queremos ilhas! ilhas!

mas claro que como tudo na vida, para ganhar, vc tem que merecer (fia acorda, nada é de grátis não!). Então vamos lá. São 3 opções, e vc só pode escolher uma.

opção 1

ilha dyke.planet.world.master.plus.lesbos!

nesta ilha, vc vai encontrar todo o elenco do ‘the l world’. Eu disse tooooodo! A mulherada ali, à disposição. Então você chega na ilha e na 1a noite vc terá que satisfazer tooooodas elas. Eu disse toooodas. Em uma só noite. Terá que dar prazer para um elenco inteiro, querida. Algum problema? Aparentemente nenhum. Mas como é sabido, são 9 mulheres (quase não cabem na sua mão), sendo uma HT, certo?
Então tá. Se vc conseguir satisfazer toooodas elas, vc tem o direito de escolher qquer uma e ficar com essa pelo período máximo de 1 mês. Agora, se der caimbra nas mãos/boca/partes extras oficiais, vc estará condenada a viver na ilha para sempre, sozinha, sem nem 1 macaquinho pra te fazer companhia.

e aí, vc arrisca?

the-l

PS: Escolhi o melhor elenco de todas as temporadas que é pra dar uma ajudinha, né?

opção 2

part.of.family.island

a 2a opção inclui a mulher mais desejada pela maioria das cidadãs sapacitanas.

Lá está ela. Mais o maridão. Mais uma creche. Mais a babá. Mais o segurança.

Então tá. Faz de conta que a babá e o segurança tem um caso e mesmo assim eles ainda consigam cuidar da penca de filhos do casal sensacional. Pra que? Pq vc vai ter que dormir com os dois todas as noites durante 2 anos. Eu disse: os 2, durante 2 anos. 

Ok, after estes 24 meses, vc pode escolher ficar somente com a Jolie, para todo o sempre, você e ela na beira da praia, na luz do luar, no mar de planctons e conchinhas fedidas. Mas lembre-se, ela vai continuar casada e dividirá a atenção entre você, o marido, a prole e de vez em quando com a babá que é panamenha, adotada, e por isso tem direito a carinhos e beijinhos sem ter fim da chefa. Mas se vc não aguentar estes 2 primeiros anos de menage… daí meu bem, vc estará fadada a chupar a mesma chupeta que os filhos da bela. E é isso. Qué-qué. Num qué-num qué.

 angelinajoliebradpittfamily

 

opção 3

euevc.vceeu.together.

já que tá na mídia, e tanto se fala a respeito (e eu adooooro!), imagine a diva, no alto dos seus 400 músculos desformes, 82 veias saltadas e 987.853.687.785. kilômetros rodados, esperando por você.

ela. a rainha do pop e dos sonhos das bibas. Madonna. sem os 250 staff people. sem os 80 seguranças. sem a pentelha da lola, do rocco e do david banda. sem os 24mil assessores/empresários/secretários. imaginou? então sinta-se fo-di-da pq além de vc ser o objeto sexual da popstar, vc ainda terá que fazer todas as funções que milhões de pessoas fazem diariamente por ela. Como: tirar a mancha de suor do suvaco das blusinhas de grife, lavar calcinhas, passar fio dental nos dentes dela, aplicar injeções de químicos desconhecidos, achar ingredientes macrobióticos na ilha para dar de comer, ser personal trainner de yoga, kung-fu, lambaeróbica e esgrima, tirar a unha encravada da fofa depois dela dançar 18hs seguidas na areia… enfim. Tudo o que seu mestre mandar.

 Tá preparada? Então tá. Pq se não tiver, apanha.

madonna

 

E aí, qual será sua opção neste natal???

PS: aproveito para deixar um beijo a todas. e pedir pelo amor da deusa, para tomar cuidado com o excesso de peru nessa época do ano, ok?

amor sem amor se mata

10 dezembro, 2008

(ou: amor sem amor? se mata!)

– ontem à noite eu te traí.
– como é?
– foi.
– como pôde?
– aconteceu.
– foi sem pensar?
– não.
– cê tava bêbada?
– não.
– deprimida?
– não.
– com quem?
– sua prima.
– ela te agarrou?
– não.
– te ameaçou?
– não.
– eu te perdôo.
– não quero.
– eu te amo.
– acabou.
– não!
– sim.
– quando?
– não foi ontem.

De avonturen van Sapatongue

24 novembro, 2008

amsterda2

Depois da frustração que passou na terra da porpeta, nossa heroína Sapatongue resolveu voar em direção aos países baixos. Era tudo que ela precisava no momento.
Em Amsterdã, iria encontrar drogas, sexo, leite, tulipas e rock’n roll sem muito esforço.

Aterrisou na primavera da pequena cidade encantadora. Flores nas janelas das casas, nas calçadas das ruas, no museu de Van Gogh. Passeou pelo centrinho, visitou o museu do sexo, onde por um minuto desejou: “um dia eu estarei aí, em exibição”, e a noite chegou lhe trazendo uma grata surpresa: uma festa num barco.

E lá se foi Sapatongue, desprovida de qualquer colete salva-vidas a entrar em festa estranha com gente exprimida. O barco estava lotado de pessoas e músicas e bebidas e alucinógenos e energias positivas e negativas tentando se equilibrar para não afundarem todos. Nossa heroína experimentou de tudo. Até beijo em boca barbada, sem querer, ela deu (mas depois cuspiu no chão, claro).

Quando tudo começou a ficar muito turvo, eis que aparece em sua frente uma bela camponesa punk holandesa. Explico: imaginem uma mulher de quase 1,80m de altura, lencinho na cabeça loira, ar angelical, olhos cor de pasto, bochecha rosada. Então agora imaginem essa mesma bucólica garota com muita atitude. Pronto, é a nossa Tara Van Komer, a camponesa punk que agarrou Sapatongue na proa do barco. Foi uma sensação delirante para a nossa cidadã Sapacitana. Tão delirante que ela já começou a tirar a roupa da menina ali mesmo.

Mas srta Van Komer pegou na mão de nossa heroína e a levou para a saída de emergência.
Montaram na bicicleta de Tara e tentaram se guiar em linha reta, em vão. As duas loucas deram voltas e voltas sem direção, e Sapatongue não aguentava mais ficar sentada na garupa observando o movimento traseiro da condutora sem poder fazer nada para não causar acidentes. Respirou três vezes profundamente mas não adiantou – pegou a holandesa por trás de jeito, sem jeito. E claro, caíram da bici. E rolaram até uma praça. E começaram a causar perante as árvores. Eram duas perdidas entre os canais de Amsterdã.

Mão aqui, boca ali, perna acolá-da na outra. Um delicioso desacato à moral e aos bons costumes, amém. A língua de nossa heroína já embalava a moça Tara quando, ao partir pra ação, entrou no buraco errado. Sapatongue percebeu que algo estava estranho, pois não conseguia decifrar os gemidos da holandesa. Então parou por um breve momento, olhou fundo nos olhos da vítima, como quem diz “agora vai”. E foi. Até a noite virar dia e as primeiras senhoras levarem seus cachorros para passear.

Goedemorgen! – disse nossa heroína (com um sorrisão) à bucólica holandesa estatelada prazerosamente na relva.

* Bom dia!

*****   *****  *****

Confira aqui as outras Aventuras de Sapatongue:

Como tudo começou
Sapatongue na França
Sapatongue na Itália

Girls on Film

16 novembro, 2008

CONVITINHO:

quem for de SP, capital, na próxima 4a feira tocarei na noite das minas do festival Mix Brasil.

filminos
musiquinhas
bebidinhas
e
meninas

que mais vcs poderiam querer numa 4a feira véspera de feriado?

no convite abaixo tem as infs.

Apareçam!!!

E quem quiser uma dica de filme  do MixBrasil aqui vai: ” O mundo virou lés”. É engraçadinho, fofo, e tem atrizes boas (sim, o trocadilho é válido).

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16º  Mix Brasil Festival de Cinema da Diversidade Sexual.
Girls on film – (Espaço Unibanco)
Em seu terceiro ano de realização, o Girls on Film é uma maratona de filmes e música voltada para o público feminino gay com a intenção de unir e celebrar todas as mulheres que prestigiam e fazem a história do festival. Noite sempre muito concorrida, a festa reúne clãs-amigos para animar garotas de todos os gostos, idéias e tamanhos.

convite-bilhar

eunucos já!

14 novembro, 2008

notícias como essa me tiram o humor.
notícias como essa me faz ter vontade de pegar um facão e sair por aí cortando todos os paus que eu vir pela frente.
notícias como essa me dá vontade de criar uma heroína pra fazer isso por mim. o nome dela poderia ser “tesourinha”. Fofo, não? Mas seria só ficção…

pior foi o advogado de um dos meninos falando: “eles não devem ser vistos como um exemplo de pessoa má”. E mais: “eles não têm mente doente”. E para finalizar: “eles não tinham consciência do que estavam fazendo”.

tomara que esses adolescentes medíocres levem um enrabada na cadeia com pau de vassora com centenas de pregos encravados. (será que eu estou sendo boazinha demais?)

Bom gente, desculpe. Mas eu precisava compratilhar minha revolta.

vou voltar pra Sapacity!!!

na ilha com os irmãos Jacksons

28 outubro, 2008

vcs lembram daquela brincadeira da ilha deserta que fiz uma única vez neste blogue?

– sim. e tive pesadelos.
– não, mas deve ser excitante. (clique aqui para comprovar)

pois bem, o meu lado sádico grita alto próximo a este dia das bruxas, para fazer mais um post de ilha deserta. Versão: jackson’s brothers. então vamos lá:

Na “ilha deserta com os irmãos jacksons”, você tem 2 únicas opções que podem te salvar:

1. Deixar o Michael te bulinar, enquanto canta ‘ Thriller’ versão nana neném ao pé-do- seu-ouvido.

ou

2. Beijar compulsoriamente a Latoya até sugar todo o silicone de sua boca, bochechas, peitos e bo……….chechas.

 

e então o que você faria?

L’avventura de Sapatongue

17 outubro, 2008

Nossa heroína estava um pouco sumida, recuperando as energias.

Mas volta com tudo e aterriza na terra do carboidrato: Itália.
Foi pra Roma, porque sabia que quem tem boca vai pra lá. E como ela tinha muito mais do que isso, não teve dúvidas.
Chegando na cidade, não sabia o que mangiare primeiro: una ragazza ou una lasagna!
Optou pela lasagna, óbvio.
 
Num restaurante no centro antigo da cidade acomodou seu corpinho de heroína e já foi logo sendo bem servida por uma garçonete molto bella.
Enquanto Sapatongue saciava seus desejos glutões, a italianinha oferecia piscadelas e taças de vinho gratuitas.
E nossa heroína retribuía com sorrisos, claro, certificando-se de que não tinha sobrado nenhuma salsinha em seus dentes.

Finito a sessão gastronomia, Sapatongue foi convidada a ir ao cafofo da moça. No caminho, a ragazza não parava de falar 1 minuto, nem para puxar o ar, e Sapatongue foi ficando muito tonta com aquilo tudo e ansiosa para aprender o raio da língua o mais rápido possível.

Já chegou no quarto calando a boca da moça com um longo beijo, imobilizando a língua falante. Tinha medo de parar de beijar e a moça disparar o verbo. E tentou fazer quase tudo com a boca grudada nela. Conseguiu até tirar as meias, em pé. Até que faltou o ar e ela teve que dar uma pausa.
Pra que.
A fulaninha arrumou assunto não sei de onde e ao invés de dar amor e carinho, só dava palavras incompreensíveis ao ouvido de nossa heroína.

Sapatongue não desistiu: mergulhou a língua na bracciola alheia, mas o monólogo estava tão presente naquelas quatro paredes, que era impossível se concentrar.
Sapatongue insistiu. Insisitiu. Insisitiu. Desistiu. Gente, não dava. Nem o papa benzendo lá do Vaticano conseguiria dar um jeito na situação.

Nossa heroína sequer aprendeu um “bon giorno”.

Só disse tchau (ciao!).

E se foi, cabisbaixa e muda, guardando a língua no seu devido lugar.